Com banho de pipoca e aspersão de água de cheiro nos foliões, cânticos de fé e flores, baianas, religiosos e líderes dos blocos afro Azirí Iyá ‘N La, Filhos de Logun Edé e Ylê Axé Odara participaram da 45ª Lavagem do Beco do Fuxico, promovida pela Prefeitura de Itabuna, por meio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), no centro da cidade, contando com a participação de uma multidão alegre e colorida.

Para o ancião Pai Gildo, a festa popular mais tradicional grapiúna é a demonstração de que a cidade respira a diversidade religiosa, artística e cultural. “A gente participa da Lavagem do Beco do Fuxico com alegria e sente que as pessoas têm fé. É um exemplar ver toda essa multidão se divertindo ao som dos atabaques que lembram a ancestralidade do nosso povo. Itabuna é uma cidade alegre e feliz e sua gente e os governantes estão de parabéns”, disse.

A festa também contou com reconhecimento e homenagens, a exemplo da comemoração dos 95 anos do Bloco Maria Rosa. Para o professor Geraldo Ribeiro, o popular Caçolinha, “o bloco sempre foi de resistência, desde sua fundação em 1931. A gente mantém a tradição nas Lavagens do Beco do Fuxico, depois de a cidade ter ficado um tempo sem a realização do Carnaval. Agora, mudou a dinâmica, o Carnaval Antecipado voltou e a festa do Beco é patrimônio da cidade”, afirmou.

O Bloco Ouro, puxado pela banda itabunense Os Internacionais, prestou singela homenagem à Banda Phase, nascida como Ritmos Lord Mirim há 40 anos e há outros 20 desativada, levando para a folia os irmãos Jorge Mendes (Joinha), Nivaldo e Missinho. “Estou emocionado, assim como meus irmãos. É muito bom falar da Banda Phase. É gratidão ser homenageados pelo Bloco Ouro. É a primeira homenagem que o Phase recebe nos seus 40 anos. Estamos muito felizes pela lembrança. Deus abençoe a todos”, expressou Jorge Mendes, bandleader do grupo.