O jovem Laércio Miranda dos Santos, 36 anos, morador da Rua da Caixa D’Água, nº 05, centro de Ibicaraí, é filho de Joilsa Maria Miranda e Luiz Carpinteiro. Mais que isso: é, na essência, um verdadeiro amante da natureza.
Nos momentos de folga, enquanto muitos escolhem no descanso as telas luminosas do celular, Laércio prefere a terra nas mãos. Ele se dedica à produção de mudas de árvores frutíferas, um gesto simples, mas de enorme significado.

Conheci Laércio por acaso, em uma das muitas visitas ao amigo Geninho, outro apaixonado pelo verde e pelo cultivo de mudas nas horas vagas. Fui até lá buscar algumas plantas para um plantio na zona rural e encontrei Laércio falando sobre o assunto. Geninho nos apresentou. Logo nas primeiras palavras, ele contou que gostava de fazer mudas e que acompanhava a Turma da Caminhada.
De lá para cá, Laércio tem se mostrado um defensor convicto do meio ambiente. Ele relembra que, na infância, havia uma fartura generosa de frutas na zona rural. Hoje, segundo ele, muitos meninos passam mais tempo no celular do que nos quintais e nas roças, e já não sabem subir numa árvore ou colher uma fruta no pé.
Talvez por isso ele cultive mudas com tanto carinho. Mangueiras, jaqueiras, abacateiros, jambeiros, pés de pinha, laranja, limão, acerola… Cada muda representa mais do que uma árvore futura; representa memória, alimento e consciência ambiental.
Na manhã de ontem, domingo, 22 de fevereiro, Laércio apareceu aqui em casa com um carrinho de mão carregado com 28 mudas de jaqueira. Um presente generoso. Pediu apenas que, durante minhas caminhadas, eu as plantasse na zona rural, como forma de compensação e agradecimento à terra que tanto nos dá.
Confesso que achei a atitude belíssima. E senti que precisava registrar esse gesto. Porque ele confirma que vale a pena continuar. Vale a pena caminhar, plantar, conversar, inspirar. O mundo ainda tem solução boa e sustentável.
Digo sempre que tão importante quanto plantar árvores é plantar a semente da consciência ecológica na cabeça e no coração das pessoas.
Arnold Coelho
Viva a natureza



















































































