Meus diletos IIr.·. nesses meus 29 anos de iniciado em nossos Augustos Mistérios, conheci dezenas de IIr.·. que por diversos motivos abandonaram nossa querida Ordem Maçônica. E o pior é que os que saem não confidenciam seus motivos, apenas saem e se calam mesmo com todo insistência de alguns na tentativa deles retornarem. Então segue aqui o meu pensamento referente a esse tão sombrio abandono.
Primeiro – A perca pelo encanto da ritualística – um dos motivo é a ritualística mau feita, atropelando seus rituais, fazendo todo de qualquer jeito; podemos fazer com que as reuniões acabem mais cedo sem que quebre o encanto da ritualística.
Segundo – É o preconceito, a maçonaria ensina “a tolerância”, mas nem sempre ela chega ao chão da Loja; basta um Ir\ ter pensamentos diferentes, votar diferente ou professar outra religião para surgirem, grupinhos, comentários e/ou perseguições; é difícil falarmos em união quando naquele ambiente produz as mesmas coisas do mundo profano.
Terceiro – o baixo nível escolar dos IIr.·.; muitos entram um ambiente de estudos, mas encontram IIr.·. que não leem e nem estudam, não conseguem interpretar um texto e tratam o conhecimento com indiferença, fazendo com que IIr.·. que queiram aprender fiquem acomodados.
Quarto – é a falta de fraternidade. A Sessão termina e cada um vai para os seus lares e as vezes sem nem cumprimentar os IIr\. As vezes não tem o tradicional ágape (jantar), convivência ou encontro entre a família maçônica; a loja deixa de ser uma fraternidades para ser apenas um “grupo” que se reúne semanalmente.
Quinto – é a irrelevância social; tem Lojas que passam anos sem deixar nenhum legado para a comunidade; não realizam ações sociais, não promovem debates e nem participam da vida pública do município e as vezes reclamam porque algumas pessoas não entendem a maçonaria.
Sexto – Talvez seja o pior de todos “A vaidade”. Alguns IIr.·. entram na Loja para desbastar a pedra bruta, outros entram para desbastar a paciência dos outros. Em vez de estudares para aprenderem a transmitir aos novos maçons ou em vez de ensinar responsabilidades. Preferem interferir na administração da Loja e do Ven.·. Mes.·. em vez de corrigirem a si mesmo, ficam durante toda a sessão corrigindo os outros que as vezes aprenderam com mestres mais velhos e durante anos criou jurisprudência no erro.
Meus IIr.·. não pensem que o dito acima seja para corrigir ou menosprezar algum Ir.·., eu, tenho certeza que na nossa região sul da Bahia não temos maçons com essas características nem tão pouco estão afastados por esses motivos e se tem, vamos resgatar esse Ir.·. e tentar lapidá-lo para que em pouco tempo ele esteja lapidando a pedra polida.
Fraternalmente
Ernande Costa Macedo
Presidente da AMALCARG - Academia Maçônica de Letras, Ciências e Artes da Região Grapiúna

















































































