A Maçonaria é uma sociedade universal, cujos membros cultivam o aclassismo, a humanidade, os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e aperfeiçoamento intelectual.

A Ordem Maçônica admite que todo homem é livre e possui bons costumes, não faz distinção de raça, religião, ideário político ou posição social. Suas únicas exigências são que o candidato possua um espírito filantrópico e de buscar sempre a perfeição. O termo maçonaria é de origem francesa, e significa construção.

O termo maçom vem da palavra francesa maçon, que significa pedreiro ou construtor. Ele designa o membro da Maçonaria, uma sociedade fraternal universal cujas origens remetem às corporações de ofício dos pedreiros medievais que construíam castelos e catedrais.

Historicamente, os profissionais da construção na Idade Média viajavam de uma cidade para outra e eram "livres" da servidão feudal. Daí também o termo inglês freemason (franco-maçom). E com o passar do tempo, as guildas de pedreiros operativos passaram a aceitar membros de outras profissões, transformando a maçonaria operacional em uma instituição filosófica, filantrópica e progressista.

A Maçonaria tem entre seus princípios a fraternidade, ela busca unir os homens e promover o aperfeiçoamento moral e ético;  a crença, que exige de seus regulares a crença em um princípio criador, comumente chamado de o Grande Arquiteto do Universo (GADU) ou Supremo Arquiteto do Universo (SADU) e a neutralidade, com expressa proibição de discussões político-partidárias e religiosas sectárias dentro de seus templos para manter a união entre os membros.

A Maçonaria divide-se principalmente em graus hierárquicos (divididos em simbólicos e filosóficos) e em potências ou obediências administrativas (como grandes lojas e grandes orientes).

São três os graus simbólicos:  Aprendiz – 1º grau, focado no autoconhecimento e na lapidação interior; Companheiro – 2º grau, voltado para o estudo das ciências e do trabalho  e Mestre –  3º grau, que conclui a maçonaria simbólica. Enquanto os Graus Filosóficos ou Altos Graus: São os graus acima do 3º (que podem chegar até o 33º em ritos como o Rito Escocês Antigo e Aceito/REAA), dedicados a estudos profundos de filosofia e moral.

As Lojas Simbólicas: são células básicas que reúnem os três primeiros graus (Aprendiz, Companheiro e Mestre). E as Potências (Grandes Lojas e Grandes Orientes), são órgãos federativos que governam e administram administrativamente as lojas de uma região ou país, que na Bahia são representadas pela Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia (GLEB, fundada em 22 de maio de 1927), Grande Oriente da Bahia (GOB-BA, fundado 2 de julho de 1964) e Grande Oriente da Bahia (GOBA, fundado em 29 de janeiro de 1990).

Os Orientes de Itabuna e Ilhéus têm 12 Oficinas, seis em cada uma, em Itabuna AARLS Areópago Itabunense, Areópago Grapiúna, Acácia Grapiúna, Construtores do Templo, Antônio da Silva Costa e 28 de Julho. Em Ilhéus AARLS Elias Ocké, Regeneração Sul Bahiana; Vigilância e Resistência; Universitária Harmonia e Fraternidade; Amparo e União e Sabedoria, Equilíbrio e Poder, que são jurisdicionadas e/ou federadas a GLEB e ao GOB-BA, portanto, não tem nenhuma delas ligadas GOBA/COMAB, e praticam os ritos de york, brasileiro e o escocês antigo e aceito (REAA).

Fonte: “O Compasso – 10 anos de História Maçônica... Entrevistas (Direitos Editora: 2022)”, autoria do Mestre Maçom, grau 27/REAA, professor, advogado, historiador e jornalista Vercil Rodrigues. A obra resgata a trajetória do jornal maçônico baiano O Compasso por meio de relatos e entrevistas que marcam sua primeira década de circulação voltada para a comunidade maçônica regional e estadual. Uma compilação de entrevistas, memórias e registros históricos sobre o papel e a presença da Maçonaria na Bahia ao longo de dez anos de cobertura jornalística do periódico.