O lançamento do livro “Pequenos Autores Grapiúnas”, coletânea de textos de alunos de escolas municipais de Itabuna produzida sob a coordenação da professora Lilian Lima da Secretaria Municipal da Educação, abriu na tarde desta quinta-feira, dia 27, a Festa Literária da Região Cacaueira (FLICACAU), no Centro de Cultura Adonias Filho.
A professora Dinalva Melo, vice-presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE) e uma das curadoras do Espaço Jorge Amado, afirmou que neste ano ocorreram 100 feiras literárias na Bahia, num movimento intenso de valorização da leitura, cultura e do livro.
“Aqui em Itabuna, a base que nos sustenta, estamos inovando. Em nenhuma das cidades tivemos pequenos autores lançando livros. Por isso, vocês se inscrevem na história das feiras literárias da Bahia”, disse a curadora e dirigente do CEE aos participantes estudantes da coletânea, pais, professores e diretores.
“Vocês desconstituem a ideia de que não gostamos de ler, que não sabemos escrever e que somos desestimulados. Enfim, esse livro é a prova viva de que tudo isso é falácia, algo passageiro e danoso”, acrescentou. Para a também professora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), “a filosofia casada com empenho, criatividade e denodo e a percepção de que casar arte, literatura e filosofia dá em livro. A mensagem que quero passar é que todos podemos; professores acreditem; é possível”, completou.
A coordenadora do Projeto Pequenos Autores Grapiúna, professora Lilian Lima, fez um relato de como tudo começou, em 2020, a partir de situações corriqueiras na unidade escolar envolvendo crianças e adolescentes. “Começamos a conversar com os alunos sobre as questões e a perceber que seria possível trabalhar sobre vivências e comportamentos. Escrevemos o projeto sobre diversos gêneros textuais como: contos, fábulas, poesias, cantigas de roda, etc.”, contou.
“Convidamos à sala de aula representantes da Academia Grapiúna de Letras e da Biblioteca Itinerante da Secretaria Municipal da Educação e de instituições múltiplas da sociedade que pudessem falar para os meninos. Depois das palestras e atividades, pedimos que escrevessem uma história que tinham visto ou ouvido. Tais histórias viraram assuntos na sala de aula trabalhados pelos professores. Então a coletânea é resultado dessas vivências e histórias e conseguimos selecionar 51 que constam do livro”, explicou.
Ao encerrar o evento, o secretário municipal da Educação, Rosivaldo Pinheiro, falou de sua felicidade pela riqueza do momento de lançamento do livro. “A gente está construindo juntos uma cidade que sonha, vibra, produz e abraça. Itabuna é cosmopolita: todos que aqui chegam se sentem parte dela. Portanto, quero externar meus agradecimentos à FLICACAU, às curadorias, professores e diretores e ao prefeito Augusto Castro pela sensibilidade de abraçar o projeto integrado”, discursou.
“Na comunidade escolar todos são importantes. É importante que estejamos sempre juntos para vencer o desafio de fazer educação crítica, transformadora, diversa e de qualidade e antirracista. Nesta ação cultural e literária a gente tem a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, as secretarias municipais, a Procuradoria Geral do Município, o Governo do Estado, a Fundação Pedro Calmon e as secretarias estaduais da Educação e da Cultura a quem também apresentamos o nosso agradecimento”, concluiu.

















































































