Dizem que Paraty é linda. Aliada à beleza paradisíaca, sedia um dos festivais literários mais movimentados do país: celebridades literárias estrangeiras e nacionais participarão de mesas, debates e lançamentos de inúmeros livros que irão engrossar as fileiras das livrarias (ai, ai) – alimentos para o imaginário de leitoras/es ávidas/os por mais emoção.
Dizem. Saberei brevemente se os comentários são verídicos ou não – que não precise morder minha língua. Digo brevemente porque participarei pela Casa Urutau, a editora que publicou meu livro Palavra-mormaço (2025) de uma mesa que debaterá sobre o atravessamento da linguagem, do amor, do cuidado e da resistência: fios invisíveis e condutores de toda a subjetividade expressa em palavras. Para mim, marinheira de primeira viagem neste festival tão aclamado, ficará a emoção da preparação, a antecipação dos acontecimentos, a liberdade para ir e vir e a certeza de que a literatura é a mola que me impulsiona.
Cátia Hughes
Educadora e poetisa. Autora dos livros: Os olhos de Harry (Editora Patuá); O espelho e outras coisas quebráveis (Editora Chiado Books); A flor do jambeiro (Editora A5) e Palavra-mormaço (Editora Urutau). Membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), cadeira 17.
















































































