“A Educação identifica e o Social cuida. A busca ativa também é nossa responsabilidade”, disse o secretário de Promoção Social e Combate à Pobreza, Erasmo Ávila, durante o evento do Dia D do Programa Busca Ativa Escolar na quinta-feira, dia 16.
O encontro foi realizado no auditório do Colégio Galileu e teve a presença do secretário municipal da Educação e vice-prefeito Josué Brandão Júnior e da subsecretária de Saúde, Lânia Peixoto. As duas secretarias integram a estratégia do Comitê Gestor do Programa Busca Ativa Escolar.
A coordenadora do Comitê Busca Ativa, Nara Bispo, fez uma apresentação da estratégia, que foi desenvolvida pelo Fundo Nacional das Ações Unidas ( UNICEF), em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), com o apoio do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (CONGEMAS) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).
Ela ressaltou que a frequência nas salas de aula garante direitos às crianças e adolescentes e explicou que a Busca é feita por Agentes Comunitários de Saúde nas visitas domiciliares regulares. Em 2018, Itabuna fez a adesão à estratégia Busca Ativa Escolar.
A coordenadora disse ainda que quando é identificada a ausência do aluno em sala de aula,o Agentes Comunitário de Saúde lança o alerta na plataforma e, a partir daí, um técnico verificador vai até a casa saber o motivo da ausência.
“Quando o motivo é descoberto é passado para uma das três secretarias envolvidas que vai tratar a situação. Depois, a criança ou adolescente é matriculada novamente e recebe acompanhamento durante um ano”, explicou Nara.
No entanto, essa busca está sendo feita pela escola, através da matrícula. “O professor passa o nome do aluno para a gestão da escola, que faz o contato com a família em três tentativas e se não tiver retorno, o assunto é levado ao comitê gestor. A escola identifica e conhece”, esclarece.
De acordo com Nara Bispos, de junho de 2025 até agora foram identificados 176 alunos sem frequentar a escola regularmente. Mas, cerca de 50% das situações já foram resolvidas.
A coordenadora da Média Complexidade da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), Maria D’Ajuda Cavalcanti Lucas, lembrou que reinserir crianças e adolescentes na sala de aula é garantir direitos. “Isso é uma garantia de direito prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Constituição Federal. Criança não pode estar fora da escola”, frisou.
“Muitas pessoas acreditam que a Secretaria de Promoção Social tem a função apenas de distribuir cestas básicas e cestas de Natal. Mas, não sabem que a obrigação é cuidar da pessoa de quando nasce até a terceira idade e isso inclui a Busca Ativa Escolar”, reforçou.


















































































