A Academia de Letras de Ilhéus (ALI) celebrou o centenário de Milton na noite do dia 05/05/2026, em sua sede, com as presenças de diversos membros da Academia e convidados ilustres do sul da Bahia.  O presidente do sodalício, Josevandro Nascimento (cadeira 14), abriu os trabalhos da noite. Para compor a mesa, convidou a acadêmica Maria Schaun, secretária e ocupante da cadeira n.º 35 e os palestrantes Lurdes Bertol Rocha, Marcelo Henrique Dias e José Antunes

Além do presidente e da secretária da instituição, os seguintes acadêmicos compareceram ao evento: Anarleide Menezes (cadeira 29), Antônio Hygino (cadeira 1), Cátia Hughes (cadeira 17), Efson Lima (cadeira 40), Luh Oliveira (cadeira 3), José Nazal (cadeira 38), Marcelo Henrique Dias (cadeira 34), Neide Silveira (cadeira 22), Renée Albagli (cadeira 32), Sebastião Maciel (cadeira 2 )e Tica Simões (cadeira 19).

Os expositores fizeram apresentações diversificadas sobre a vida e os estudos de Milton Santos (Santos (Brotas de Macaúba/BA 03/05/1926 – São Paulo/SP 24/06/2021), assim como o impacto de sua produção acadêmica para a compreensão dos problemas globais. O professor José Antunes (UFSB - Universidade Federal do Sul da Bahia) em sua abordagem listou os traços de personalidade de Milton Santos verificáveis a partir dos textos do correspondente do jornal A Tarde, inclusive, identificando a relação fraterna dele com Simões Filho, sendo este fundador do periódico vespertino e escolhido pelo geógrafo para ser patrono da cadeira n.º 35 na “Casa de Abel”, cujo assento foi ocupado, primeiramente, por Santos.

O acadêmico Marcelo Henrique Dias, membro da cadeira n.º 34 da ALI e professor de História da UESC - Universidade Estadual de Santa Cruz, abordou sobre o ingresso do professor Milton Santos no Instituto Municipal de Ensino (IME), em Ilhéus, evidenciando para os presentes as práticas de pesquisa de campo, especialmente, a realizada na Fazenda Morro Redondo e apresentou fotografia de jornais, por meio de recurso de multimídia, com textos de Milton Santos. Foi um momento rico com ilustrações e com informações sobre a passagem de Milton Santos no sul da Bahia.

A professora aposentada da UESC  Lurdes Bertol Rocha, membro da Academia de Letras de Itabuna (Alita), cadeira n.º 06, cujo patrono é o geógrafo em comento, referenciou a biografia de Milton Santos, traçando os desafios do estudioso para se afirmar enquanto docente no ensino superior no Brasil após o retorno do exílio, sem prejuízo de registrar os mais de vinte títulos de “doutor honoris causa” recebidos em diversas universidades do mundo e as premiações.  

Os membros da Comissão do Centenário Milton Santos pela ALI foram destacados pela presidência da Academia: Maria Schaun, Efson Lima, José Nazal e Luh Oliveira, reconhecendo os trabalhos desenvolvidos.

Antes de terminar as atividades, o confrade José Nazal sugeriu que a Academia de Letras de Ilhéus solicitasse ao poder público municipal a fixação de placa no IME para registrar a presença de Milton Santos no quadro docente na instituição de ensino e na cidade de Ilhéus.